Cada vez que eu leio o Grande sertão eu descubro uma coisa que me fascina…
Gosto tanto desta reflexão de Riobaldo que não consigo achar nenhum adjetivo adequado para caracterizá-lo.
Refiro ao senhor: um outro doutor, doutor rapaz, que explorava as pedras turmalinas no vale do Arassuaí, discorreu me dizendo que a vida da gente encarna e reencarna, por progresso próprio, mas que Deus não há. Estremeço. Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar - é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dôr.
Quando estava concluindo o curso de Teologia na diocese de Caetité, usei-o como epígrafe do meu trabalho final e foi um sucesso. A pesquisa que fiz foi sobre “A experiência de fé na pós-modernidade”.
Agosto 5, 2008 às 10:36 pm |
Oi Nilva,
Passei pelo seu blog após ter conversado com minha mãe, parece coincidência ou não, mas o trecho do Guimarães Rosa é tudo o que a minha me disse ao fone…Me emocionei! Deus!? Como não acreditar?
Como sempre suas reflexões são sábias. Beijos
Agosto 8, 2008 às 12:24 pm |
Obrigada, Zenide!
O verdadeiro mérito, porém, é de Rosa que, na minha opinião apaixonada, é o maior escritor em língua portuguesa de todos os tempos. Alguém pode dizer: “mas isso é presunção, você não conhece todos os escritores da língua portuguesa!” E é verdade; eu também não conheço todas as mães do mundo, mas a minha certamente é a melhor… e todo mundo que eu conheço
pensasente do mesmo jeito – é uma questão de amor.Beijos,
Nilva